Os portugueses já começaram a apertar o cinto por causa da crise. A esmagadora maioria das pessoas já se vê obrigada a fazer cortes nas suas compras habituais. Três quartos dos inquiridos (74,2 %) no barómetro da Intercampus para o CM/CMTV admitem que a subida dos preços já teve impacto directo no seu quotidiano, obrigando-os a reduzir nalgum tipo de compras.
Sunday, July 24, 2022
Inflação: 74,2 % dos portugueses obrigados a fazer cortes nas suas compras habituais
Os portugueses já começaram a apertar o cinto por causa da crise. A esmagadora maioria das pessoas já se vê obrigada a fazer cortes nas suas compras habituais. Três quartos dos inquiridos (74,2 %) no barómetro da Intercampus para o CM/CMTV admitem que a subida dos preços já teve impacto directo no seu quotidiano, obrigando-os a reduzir nalgum tipo de compras.
Friday, July 22, 2022
Os bilhetes de avião encareceram 45% devido à elevada procura e aumento de preços
Os preços das passagens aéreas em Julho deste ano [2022] subiram 45% face ao período homólogo [Jul-2021] devido ao aumento dos preços dos combustíveis, à inflação e à grande procura de viagens por parte dos consumidores.
Os dados do portal de reservas Kiwi.com, citados pela agência Europa Press, são referentes ao mercado espanhol, mas não deverão divergir muito de outros países europeus, nomeadamente Portugal.
Thursday, July 21, 2022
Endividamento das empresas e dos particulares cresceu 1,4 mil milhões em Maio
Os dados são do Banco de Portugal, que mostram que o endividamento do sector privado, que inclui as empresas e as famílias, cresceu 1,4 mil milhões de euros, sendo mil milhões correspondentes a empresas e 400 milhões relativamente aos particulares. No total, o sector privado tem em dívida um valor acumulado de 436,3 mil milhões.
Mas a maior parcela no aumento do endividamento é do sector público: aumentou 2,3 mil milhões de euros, dos quais, 1,3 mil milhões é endividamento perante o exterior. No total, o acumulado em dívida do sector público cresceu para 357,3 mil milhões de euros.
Refere o Banco de Portugal que o endividamento dos particulares aumentou 4,3 % em relação ao período homólogo. O das empresas privadas cresceu 4,2 %.
Wednesday, July 20, 2022
Inflação no Reino Unido em máximos de 40 anos (9,4% em Junho)
UK inflation has surged to a fresh 40-year high as fuel and food prices turned the screw on struggling families.
The headline CPI rate climbed to an eye-watering 9.4 per cent in June, up from 9.1 per cent the previous month.
The increase was even bigger than analysts had expected, and sets another peak since February 1982.
To add to the pain for households, the Bank of England has hinted that it will hike interest rates by another 0.5 percentage points to 1.75 per cent next month to combat surging prices.
The CPI rate is predicted to soar to around 11 per cent in the Autumn, when the cap on energy bills is due to rise again.
The Bank's target is for inflation to be just 2 per cent, and new Chancellor Nadhim Zahawi has warned that public sector pay must be restrained to help prevent a disastrous spiral.
Mais de 50 detidos este ano [até 19-Jul de 2022] pelo crime de fogo florestal
Mais de 50 pessoas foram detidas este ano [de 2022] pela GNR pelo crime de incêndio florestal, mais 20 do que em igual período de 2021, revelou esta terça-feira [19-Jul-2022] o ministro da Administração Interna.
"No ano passado havia cerca de 30 detidos por esta altura e este ano temos mais de 50 detidos", precisou José Luís Carneiro na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.
O ministro deu também conta que este ano estão identificados mais de 500 suspeitos por atitudes dolosas em relação à floresta, enquanto em 2021 estavam identificados cerca de 300.
Segundo o governante, a GNR realizou este ano mais de 4 000 acções de sensibilização para a limpeza de terrenos e sobre cuidados a ter nas florestas e sinalizou 11 mil situações de incumprimento, enquanto a PSP realizou 4 369 acções de fiscalização e vigilância.
O ministro disse também que existiu, até agora, um cumprimento voluntário de 65% das situações verificadas.
José Luís Carneiro afirmou igualmente que cerca de 60% dos incêndios tem como causa o uso do fogo, 4% com o uso de máquinas em meio rural e 13% correspondem a causas intencionais.
Friday, July 15, 2022
Vaga de calor 2022: os máximos de temperatura registados a 14 de Julho
Desde dia 7 de Julho de 2022, tem-se verificado a persistência de valores muito altos da temperatura média do ar, superiores a 25 °C, com valores de temperatura máxima superiores a 35 °C (desde dia 8) e valores da temperatura mínima superiores a 20 °C (desde 12 Julho).
Só 10% dos incendiários são presos. Há cada vez mais mulheres condenadas.
Desde 2017 que os registos de crimes de incêndio florestal têm vindo a diminuir, progressivamente. Ao ponto de, em 2021, o total ter sido cerca de metade do registado no ano do incêndio de Pedrógão Grande: 5 705 em 2021, face aos 11 221 registados em 2017. Logo em 2018, houve uma descida abrupta para os sete mil. Depois, em 2020, esse valor já estava ligeiramente abaixo dos seis mil. Em 2021, reflectindo também confinamento imposto para combate à pandemia de Covid-19, o número de crimes registados foi de 5 795 — há sete anos que esse valor não era tão baixo.
Os arguidos que acabam condenados rondam os 70%, mas apenas 10% dos incendiários são presos. A idade dos condenados é cada vez mais elevada.
Thursday, July 14, 2022
Vaga de calor 2022: os máximos de temperatura registados a 13 de Julho
Wednesday, July 13, 2022
Confirmado: a inflação voltou a subir em Junho, situando-se agora nos 8,7 %
"A variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) foi 8,7% em Junho de 2022, taxa superior em 0,7 pontos percentuais à observada no mês anterior e a mais elevada desde Dezembro de 1992", informou o INE, confirmando assim os valores que tinha avançado na estimativa rápida divulgada em 30 de Junho.
O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) também acelerou, registando uma variação homóloga de 6,0%, taxa superior em 0,4 pontos percentuais à registada em Maio de 2022 e "o valor mais elevado registado desde Junho de 1994".
Já a variação do índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 31,7%, face aos 27,3% do mês precedente, o que corresponde ao "valor mais elevado desde Agosto de 1984".
Por sua vez, o índice referente aos produtos alimentares não transformados apresentou uma variação de 11,9%, face aos 11,6% de Maio.
Segundo o INE, "por classes de despesa e face ao mês precedente, são de destacar os aumentos das taxas de variação homóloga das classes dos 'transportes' e dos 'restaurantes e hotéis', com variações de 14,3% e 14,2%, respectivamente (10,8% e 10,9% no mês anterior)".
Em sentido oposto, a 'saúde' e o 'vestuário e calçado' apresentaram uma diminuição da taxa de variação homóloga para -3,6% e -0,5% respectivamente (1,4% e 0,0% no mês anterior).
Em Junho, nas classes com maiores contribuições positivas para a variação homóloga do IPC, o INE destaca os 'bens alimentares e bebidas não alcoólicas', os 'transportes' e a 'habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis'.
Já nas classes com contribuições negativas salienta a da 'saúde', "em consequência do alargamento dos critérios de isenção de taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde (SNS)".
Comparando com o mês precedente, é de salientar o aumento das contribuições para a variação homóloga do IPC das classes dos 'transportes' e dos 'restaurantes e hotéis'. Em sentido contrário, destaca-se a redução da contribuição da classe da 'saúde'.
Em Junho, o IPC registou uma variação mensal de 0,8% (1,0% no mês precedente e 0,2% em Junho de 2021), enquanto a variação média dos últimos 12 meses foi de 4,1% (3,4% em Maio).
Quanto ao Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, apresentou uma variação homóloga de 9,0%, sendo este "o quarto mês consecutivo em que é ultrapassado o valor mais elevado registado em Portugal desde o início da série do IHPC, em 1996".
Segundo o INE, esta taxa é superior em 0,9 pontos percentuais à do mês anterior e superior em 0,4 pontos percentuais ao valor estimado pelo Eurostat para a área do Euro (em Maio, esta diferença tinha sido nula).
Excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos, o IHPC em Portugal atingiu uma variação homóloga de 6,6% em Junho (5,8% em Maio), superior à taxa correspondente para a área do Euro, estimada em 4,6%, "mantendo o perfil marcadamente ascendente verificado nos últimos meses".
O IHPC registou uma variação mensal de 1,1% (1,0% no mês anterior e 0,2% em Junho de 2021) e uma variação média dos últimos 12 meses de 4,1% (3,3% no mês precedente).
Vaga de calor 2022: os máximos de temperatura registados a 12 de Julho
Sobre a presente vaga de calor: de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), ontem, 12-Julho de 2012, ocorreram
- valores de temperatura máxima do ar maior ou igual a 30 °C em praticamente todo o território (excepção Cabo Carvoeiro, Foia e Sagres);
- valores de temperatura máxima do ar maior ou igual a 35 °C ocorreram em cerca de 88 % do território;
- valores de temperatura máxima do ar maior ou igual a 40 °C ocorreram em cerca de 40 % do território, e acima de 42 °C, 15 % do território».
Friday, July 8, 2022
Os contribuintes ganham 45% das ações fiscais que movem contra o Estado
As matérias mais frequentes para o seu recurso à justiça são “a base de cálculo” dos impostos, a inconstitucionalidade das normas” e “a prescrição da dívida”, revela o comunicado.
Em Portugal, muitos processos relativos ao IRC, IRS e IVA demoram mais de dez anos a serem decididos pelos tribunais. No caso do IMT, entre oito a dez anos. No entanto, quando os mesmos casos vão para a arbitragem fiscal, 90% são decididos em menos de um ano: os contribuintes ganham quase sempre, o Fisco só vence em 23% dos processos. “Nos casos em que os contribuintes, quase sempre empresas, decidem pagar pelo direito a nomear um dos juízes, a probabilidade de as suas posições triunfarem sobre as do Fisco é ainda maior”, destaca a nota.
[Comentário do blogueiro: ou seja, temos uma justiça para os ricos e outra para os pobres! 🤬]
“O propósito desta investigação é comparar a eficiência e a adequação da justiça tributária com a arbitragem tributária em Portugal”, afirma a coordenadora do estudo, e diretora do CIDEEFF, Ana Paula Dourado. “O principal problema não é o acesso aos tribunais tributários, mas sim os seus atrasos excessivos, que têm um impacto profundamente negativo na confiança que os cidadãos têm nas instituições”, acrescenta.
“Num Estado de Direito, um bom sistema de justiça – que seja eficiente e justo – deve ser célere e tratar os cidadãos de forma igual”, afirma a professora da FDUL. “Deve ter como objectivo resolver os seus problemas e, no caso dos tributos e da justiça fiscal, o sistema deve atrair investimento nacional e estrangeiro. Deve ser eficiente e justo com todos os tipos e dimensões empresariais. E deve também assegurar a cobrança da receita pública que decorre do cumprimento da lei e da Constituição”.
Para além das impugnações judiciais dos grandes tributos, da oposição à execução, há igualmente muitos recursos sobre a aplicação de coimas e sobre taxas que contribuem para assoberbar os tribunais. Dos recursos apresentados, 4% são suscitados por grandes contribuintes. Nestes casos as decisões só favorecem 33% dos contribuintes.
Segundo Ana Paula Dourado, o projecto do estudo é, em primeiro lugar, divulgar um retrato exacto da justiça tributária em Portugal, identificando os seus constrangimentos e as suas causas. E depois, numa segunda fase, propor soluções políticas adequadas para resolver os problemas de morosidade existentes.
O estudo do CIDEFF regista ainda que os árbitros presidentes da arbitragem fiscal chegam a ganhar o dobro dos juízes dos tribunais Administrativos e Fiscais. Ademais, apurou que árbitros do sexo masculino dão mais vezes razão aos contribuintes dos que as árbitros mulheres.
[Ironia do blogueiro: opá, então as mulheres não eram mais sensíveis e empáticas? 😏]
No caso do Supremo Tribunal Administrativo (STA), as empresas ganham menos causas do que nos tribunais de primeira instância e do que na arbitragem. O STA dá mais vezes razão ao Estado, razão pela qual a Autoridade Tributária confia mais na justiça tradicional.
“Após esta fase de recolha de informação, pretendemos encetar um diálogo mais aprofundado com o Centro de Arbitragem Administrativa e com os tribunais para apurar estes dados e ter acesso a outro tipo de informação”, afirma Ana Paula Dourado. Segundo a coordenadora, os académicos da FDUL querem agora “fazer um trabalho de Direito comparado para aferir as melhores práticas internacionais e identificar com precisão os constrangimentos mais críticos com que a Autoridade Tributária se debate”.
O volume de negócios na indústria cresceu 29% em Maio de 2022
“O Índice de Volume de Negócios na Indústria acelerou 10,3 pontos percentuais (p.p.), para uma taxa de variação homóloga nominal de 29,0% em Maio. Esta evolução está afectada pelo maior número de dias úteis nos meses comparáveis de 2022 (19 em Abril e 22 em Maio de 2022 e 21 em ambos os meses de 2021)”, é possível ler na mesma nota referente aos índices de volume de negócios, emprego, remunerações e horas trabalhadas na indústria.
Por mercados, o índice de vendas para o mercado nacional subiu 26,1% (22,0% em Abril), contribuindo com 15,3 p.p. (12,5 p.p. em Abril) para a variação do índice total; quanto ao mercado externo, o INE dá conta de um aumento de 18,6 p.p., para uma taxa de variação de 32,9%, da qual resulta um contributo de 13,7 p.p.
De acordo com o INE, por agrupamentos, os Bens Intermédios e a Energia deram os contributos mais expressivos para a variação do índice agregado, 11,4 p.p. e 9,6 p.p., respectivamente, originados pelos aumentos de 30,7% e 49,0% (20,3% e 46,7% em Abril), enquanto os Bens de Consumo cresceram 9,0 p.p. para 20,7% em Maio (contributo de 5,7 p.p.).
A variação mensal do índice volume de negócios na indústria foi de 10,6%, tendo sido de 1,8% no mês homólogo.
As vendas na indústria com destino ao mercado nacional cresceram 26,1% em termos homólogos, taxa superior em 4,1 p.p. à registada em Abril.
Segundo o organismo de estatísticas, as variações homólogas do emprego e das remunerações foram de 3,2% e 7,4%, respectivamente (3,0% e 7,2% em Abril, pela mesma ordem), enquanto as horas trabalhadas passaram de uma diminuição de 0,1% em Abril para um aumento de 3,9% em Maio.
62% dos jovens têm contratos precários, muito acima da média europeia
Thursday, July 7, 2022
PRR dá 11,3 milhões de euros a 37 projetos na área das pescas
Os projectos foram apresentados na quarta-feira, no Ministério da Agricultura, em Lisboa, tendo como objectivo contribuir para melhorar as condições de segurança dos pescadores e para assegurar a redução das emissões de gases com efeito de estufa pelas actividades da economia do mar, até 2030.
“Este investimento é fundamental para a economia nacional, contribuindo de forma decisiva para tornar a fileira do pescado mais competitiva, mais empregadora e ambientalmente mais sustentável, contribuindo para uma eficiente transição energética e digital deste sector”, considerou, na ocasião, a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes.
Das 37 candidaturas aprovadas, 27 visam a modernização de frotas, sete são do âmbito da indústria e três da Aquicultura.
Para o capítulo “Transição Verde e Digital e Segurança nas Pescas” do PRR está previsto um investimento total de 21 milhões de euros destinados ao sector privado.
Neste sentido, o Governo prevê abrir um novo aviso para apresentação de candidaturas até ao final do ano.
Alojamento Local: taxas de ocupação de 73% em Lisboa e 56% no Porto (Maio '22)
De acordo com os dados divulgados pela Confidencial Imobiliário no âmbito do SIR-Alojamento Local, Lisboa mantém, assim, a ocupação em níveis máximos, os quais tinham sido atingidos quer no mês anterior quer em Maio de 2019. No caso do Porto, a ocupação média de Maio supera a registada em Abril (54%), mas fica ainda abaixo da observada em Maio de 2019 (66%).
Em termos de RevPAR, Lisboa fixou em Maio um novo máximo para este indicador, que atingiu os 71 euros, mais dois euros do que no mês anterior e mais 13 euros do que em Maio de 2019. No Porto, o RevPAR médio em Maio foi de 47 euros, três euros acima quer do mês anterior quer do mesmo mês de 2019, ambos com um RevPAR de 44 euros.
No que respeita o volume de negócios, em Lisboa registaram-se 54 400 noites de AL vendidas em Maio, num volume de negócios de 5,75 milhões de euros. No Porto, no mês em análise foram vendidas 33 750 noites com um volume de facturação de 3,0 milhões de euros. Em qualquer dos mercados, estes níveis ficam pouco abaixo dos observados em Abril, mas permanecem bastante distantes do padrão de Maio de 2019. Há dois anos, o AL em Lisboa vendia em torno das 115 000 noites, facturando 9,4 milhões de euros, enquanto o Porto vendia 70 000 noites para um volume de negócios de 4,8 milhões de euros.
Em termos de diária média, Lisboa atingiu os 105 euros e o Porto os 89 euros em Maio. Em ambos os casos trata-se do valor mais elevado da série SIR-Alojamento Local, a qual remonta ao início de 2019, superando em mais de 20 euros as diárias médias praticadas há dois anos.
No que se refere à oferta, Lisboa contabilizava em Maio um total de 2 400 fogos T0/T1 activos no AL e o Porto outros 1. 950 fogos. Nas duas cidades, o volume de fogos activos neste tipo de alojamento decresceu face ao mês anterior. Em Lisboa esse decréscimo é de 250 fogos e no Porto é de 430 fogos. Comparativamente a igual mês de 2019, a compressão da oferta é ainda mais expressiva, com Lisboa a contabilizar menos 2 650 fogos em actividade actualmente e o Porto menos 1 470.
2021: Turistas em Portugal ficam 61% abaixo de 2019
“O ano de 2021 foi ainda marcado pelos efeitos dos constrangimentos decorrentes da pandemia Covid-19, sobretudo as medidas de confinamento no primeiro semestre e no final do ano, com efeitos negativos no sector do turismo que, apesar de ter crescido face a 2020, ano de contracção sem precedente da actividade turística, ficou ainda aquém dos níveis de 2019”, lê-se nas ‘Estatísticas do Turismo 2021’ do Instituto Nacional de Estatística (INE).
“Espanha manteve-se como o principal mercado emissor de turistas internacionais (quota de 30,2%), tendo registado um crescimento de 57,3%”.
Já o mercado francês (16,1% do total) continuou em segundo lugar, aumentando 46,2%, e no número de turistas do Reino Unido (10,6%) verificou-se também uma variação positiva de 24,0% em 2021, enquanto o mercado alemão (8,0%) cresceu 39,1%.
Considerando a generalidade dos meios do alojamento turístico (hotelaria, turismo no espaço rural/habitação, alojamento local, campismo e colónias de férias e pousadas da juventude), em 2021 registaram-se 16,0 milhões de hóspedes e 42,6 milhões de dormidas, traduzindo-se em aumentos de 36,9% e 40,7%, respectivamente (-60,4% e -61,1%, pela mesma ordem, em 2020).
Face a 2019, registaram-se diminuições de 45,8% no número de hóspedes e 45,2% no de dormidas.
Diminuição em todas as regiões
O mercado interno assegurou 22,5 milhões de dormidas em 2021, correspondendo a 52,8% do total, e registou um acréscimo de 33,2% em 2021 (-13,9% face a 2019).
As dormidas dos mercados externos registaram um crescimento superior (+50,1%, -61,1% face a 2019) e atingiram 20,1 milhões de dormidas (47,2% do total).
Verificaram-se acréscimos do número de dormidas nas diversas regiões, “mais notórios” na Região Autónoma dos Açores (+125,7%) e na Madeira (+80,0%). Comparando com 2019, registaram-se diminuições em todas as regiões, tendo sido mais acentuadas na Área Metropolitana de Lisboa (-56,5%) e Algarve (-46,7%).
Sunday, July 3, 2022
Só 2% do PRR chegou às empresas e famílias, até agora
De acordo com os últimos dados disponíveis, relativos a 22 de Junho, Portugal recebeu até ao momento 3 321 milhões de euros, pagou 611 milhões a beneficiários directos, tem 1 170 milhões de euros “em trânsito em beneficiários intermediários” e pagou 108 milhões a beneficiários finais. Destes, só pagou a famílias e empresas, enquanto beneficiários finais, 51 milhões e 4 milhões de euros, respetivamente.
Para onde foram, então, os primeiros desembolsos do PRR? Os dados já mostram que 55% dos fundos recebidos e já pagos foram para entidades do Estado. Daqui, a maior fatia, 217 milhões, foi para as empresas públicas e a segunda maior fatia, de 211 milhões, foi para as escolas. Além destes, 179 milhões foram para outras entidades públicas.
Entre os pagamentos mais pequenos, 51 milhões foram entregues a famílias; 35 milhões a autarquias e áreas metropolitanas; 22 milhões a instituições do ensino superior; quatro milhões a empresas; 300 mil euros a entidades da economia solidária e social; e 100 mil euros para entidades do sistema científico e tecnológico.
Friday, July 1, 2022
Os portugueses pedem ao banco, cada vez mais, quase todo o valor da casa
“Com o aumento geral dos preços das casas e com a redução dos anos de duração dos créditos à habitação, estes dados sofreram alterações significativas e os portugueses hoje precisam, cada vez mais, da ajuda e do apoio dos bancos“, conclui o Barómetro do Crédito Habitação 2022 do ComparaJá, uma portal de comparação financeira cuja análise se baseia em cerca de 7 000 processos de comparação de ofertas de crédito, iniciados na primeira metade deste ano. É uma amostra representativa, segundo fonte oficial, que inclui créditos de valor menor mas, também, financiamentos mais volumosos.
A taxa de inflação da zona euro atingiu um novo máximo de 8,6% em Junho de 2022
Segundo uma estimativa rápida do serviço de estatísticas da União Europeia (UE), a subida da inflação — medida pelo índice harmonizado de preços ao consumidor — continua a ser impulsionada pelo aumento homólogo dos preços do sector da energia (41,9%, face a 39,1% de Maio), seguindo-se o da alimentação, álcool e tabaco (8,9%, que compara com 7,5% de Maio), bens industriais não energéticos (4,3%, face a 4,2%) e dos serviços (3,4%, abaixo dos 3,5% de Maio)).
A taxa de inflação na zona euro e na UE tem vindo a acelerar desde Junho de 2021, puxada pela subida dos preços da energia, e a atingir valores recorde desde Novembro.
No caso português, os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que a taxa de inflação voltou a acelerar em Junho para 8,7%, e para 9% no caso do indicador que permite comparações europeias, o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC).
Thursday, June 30, 2022
Banca com 11,9 mil milhões de crédito malparado no primeiro trimestre de 2022, caiu 15% num ano
Face ao primeiro trimestre de 2021, o stock de NPL do sector bancário caiu 15,2% (era de 14 027 milhões). O rácio de incumprimento de crédito nos empréstimos a particulares era, em Março, de 2,7%. Já o rácio de malparado do crédito a empresas era de 8% no fim do primeiro trimestre. Já o rácio de cobertura por imparidades do total dos NPL era de 53,3% em Março.
Nos particulares, o rácio de NPL diminuiu 0,1 pp, para 2,7%, devido, maioritariamente, a uma redução dos NPL, diz o comunicado do Banco de Portugal. “O rácio de cobertura dos NPL por imparidades aumentou 0,8 pp, para 53,3%, reflectindo uma diminuição dos NPL superior à das imparidades acumuladas. Nas sociedades não financeiras [empresas] registou-se um aumento de 0,8 pp, para 54,0%”, segundo refere o BdP.
“Nos particulares, o rácio de cobertura aumentou para 52,6% (+1,5 pp), atingindo 34,1% (+1,4 pp) e 65,8% (+0,9 pp) nos segmentos de habitação e consumo e outros fins, respectivamente”, acrescenta o supervisor bancário. O custo do risco de crédito diminuiu 0,22 pontos percentuais face ao período homólogo, para 0,32%.
O Banco de Portugal revela também que a banca registou uma evolução da rendibilidade e que isso “reflectiu a diminuição das provisões e imparidades e, em menor grau, o aumento da margem financeira”.
A rentabilidade dos capitais próprios (ROE) do sistema bancário registou uma subida significativa ao atingir 8,4% no fim de Março, mais 3,4 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2021. A rentabilidade do activo aumentou para 0,69%, mais 0,28 pontos percentuais em termos homólogos.
Na conta de resultados, destaque para os lucros do agregado do sector que em Março somava 3 069 milhões de euros, muito acima dos 1 996 milhões em Dezembro. Na eficiência, o rácio de cost-to-income diminuiu 0,6 pp face ao período homólogo, situando-se em 52,0%, reflectindo um aumento do produto bancário que superou o dos custos operacionais.
Os dados revelam ainda que, no 1.º trimestre, os rácios de fundos próprios totais e de fundos próprios principais de nível 1 (CET 1) diminuíram 0,5 pontos percentuais e 0,6 pontos percentuais, respectivamente, para 17,5% e 14,9%. Para esta evolução contribuiu a diminuição do capital CET 1, “num quadro de manutenção da exposição total em risco”.
“O ponderador médio de risco diminuiu 0,4 pp, para 43,5%, em resultado do aumento do peso de componentes de menor risco”, segundo o relatório do BdP. Já o rácio de alavancagem diminuiu 0,3 pp face ao trimestre anterior, para 6,7%.
O que nos diz mais o relatório do BdP? Reporta, ao nível da estrutura de balanço no trimestre de 2022, que o activo total aumentou 1,2%. Os empréstimos a clientes e a exposição a títulos de dívida contribuíram para este aumento em 0,41 pp e 0,34 pp, respectivamente.
No que se refere à liquidez, o rácio de transformação de depósitos em crédito diminuiu 1,1 pp, para 80,1%, em resultado de um aumento de 2,1% dos depósitos de clientes, atenuado pelo aumento dos empréstimos a clientes em 0,7%.
“O peso do financiamento obtido junto de bancos centrais diminuiu 0,1 pp, via efeito denominador, passando a representar 9,2% do activo”, refere o Banco de Portugal.
O rácio de cobertura de liquidez (LCR) situou-se em 262%, aumentando 2 pp face a Dezembro de 2021. “Esta evolução deveu-se à diminuição das saídas de liquidez (6,4 pp), contrabalançada pela redução dos activos de elevada liquidez (-4,4 pp)”, conclui a instituição liderada por Mário Centeno.
Porto / Pedras Rubras - Temperatura do ar e precipitação (Junho de 2022)
| Data | tmax (ºC) |
tmed (ºC) |
tmin (ºC) |
Precipitação (mm) |
|---|---|---|---|---|
| 01/06/2022 | 21,5 | 18,4 | 16,3 | 12,7 |
| 02/06/2022 | 21,7 | 18,4 | 15,5 | 1,6 |
| 03/06/2022 | 23,8 | 18,3 | 15,0 | 2,2 |
| 04/06/2022 | 21,2 | 17,9 | 15,4 | 13,2 |
| 05/06/2022 | 20,4 | 17,4 | 14,5 | 0 |
| 06/06/2022 | 21,6 | 17,7 | 13,8 | 0 |
| 07/06/2022 | 21,6 | 18,1 | 13,3 | 0,4 |
| 08/06/2022 | 20,0 | 18,2 | 17,5 | 4,6 |
| 09/06/2022 | 23,6 | 19,6 | 17,3 | 0 |
| 10/06/2022 | 24,4 | 20,4 | 16,5 | 0 |
| 11/06/2022 | 26,0 | 20,5 | 15,3 | 0 |
| 12/06/2022 | 26,0 | 20,7 | 17,1 | 0 |
| 13/06/2022 | 30,7 | 23,2 | 17,4 | 0 |
| 14/06/2022 | 21,0 | 18,5 | 15,2 | 0 |
| 14/05/2022 | 29,9 | 20,5 | 15,0 | 8,1 |
| 16/06/2022 | 24,5 | 19,7 | 16,9 | 1,2 |
| 17/06/2022 | 23,1 | 18,3 | 16,0 | 0 |
| 18/06/2022 | 21,9 | 18,2 | 16,4 | 0 |
| 19/06/2022 | 20,6 | 16,7 | 13,8 | 0,8 |
| 20/06/2022 | 18,9 | 15,4 | 10,6 | 0 |
| 21/06/2022 | 19,2 | 16,3 | 14,4 | 1,2 |
| 22/06/2022 | 20,1 | 17,1 | 14,3 | 0,8 |
| 23/06/2022 | 19,1 | 16,3 | 14,4 | 4,8 |
| 24/06/2022 | 20,7 | 17,3 | 14,4 | 3,3 |
| 25/06/2022 | 19,5 | 16,1 | 12,4 | 0 |
| 26/06/2022 | 19,3 | 15,6 | 11,8 | 0 |
| 27/06/2022 | 20,4 | 15,5 | 9,9 | 0 |
| 28/06/2022 | 20,9 | 17,3 | 12,0 | 0 |
| 29/06/2022 | 20,2 | 16,6 | 13,4 | 0,3 |
| 30/06/2022 | 20,1 | 16,9 | 11,9 | 0 |
Temperatura máxima do mês: 30,7 ºC no dia 13
Temperatura mínima do mês: 9,9 ºC no dia 27
Temperatura máxima mais baixa do mês: 18,9 ºC no dia 20
Temperatura mínima mais alta do mês: 17,5 ºC no dia 8
Temperatura média máxima do mês: 23,2 ºC no dia 13
Temperatura média mínima do mês: 15,4 ºC no dia 20
Número de dias brancos (tmax < 19,5 ºC): 4
Número de dias amarelos (19,5 ºC ≤ tmax < 24,5 ºC): 21
Número de dias cor-de-laranja (24,5 ºC ≤ tmax < 29,5 ºC): 3
Número de dias vermelhos (29,5 ºC ≤ tmax < 34,5 ºC): 2
Média das temperaturas máximas (Tmax_mês): 22,1 ºC
Média das temperaturas médias (Tmed_mês): 18,0 ºC
Média das temperaturas mínimas (Tmin_mês): 14,6 ºC
Observa-se que:
- Tmax_mês = Tmax_1971-2000: 22,1 ºC = 22,1 ºC
- Tmed_mês > Tmed_1971-2000: 18,0 ºC > 17,7 ºC
- Tmin_mês > Tmin_1971-2000: 14,6 ºC > 13,3 ºC
Dia em que mais choveu: 13,2 mm no dia 4
Número de dias com chuva (dias azuis): 14
Número de dias sem chuva: 16
Maior número de dias de chuva seguidos: 4, nos dias 1-4 e nos dias 21-24
Maior número de dias de chuva seguidos incluindo o mês anterior: 6, de 30-Mai a 4-Jun
Maior número de dias de chuva seguidos incluindo o mês seguinte: não choveu
Maior número de dias sem chuva seguidos: 6, nos dias 9-14
Maior número de dias sem chuva seguidos incluindo o mês anterior: não aplicável, porque choveu
Maior
número de dias sem chuva seguidos incluindo o mês seguinte: 3, de 30-Jun a 2-Jul
Precipitação média nos dias de chuva: 3,9 mm
Precipitação acumulada total (Pmês): 54,6 mm > P1971-2000 = 42,9 mm
O alojamento turístico registou 2,5 milhões de hóspedes e 6,5 milhões de dormidas em Maio
O INE precisa que o número de hóspedes e de dormidas diminuiu 3,2% e 0,7% em Maio face ao mesmo mês de 2019, antes da pandemia. O número de hóspedes e de dormidas tinha registado acréscimos de 426,4% e de 552,1% em Abril deste ano face ao mesmo mês de 2021.
Em Maio, o mercado interno contribuiu com 1,8 milhões de dormidas e os mercados externos totalizaram 4,7 milhões, indica o INE, adiantando que o mercado interno cresceu 11,6% e os mercados externos diminuíram 4,7% face a Maio de 2019.
O INE afirma ainda que, no conjunto dos primeiros cinco meses deste ano, as dormidas aumentaram 355,2% (+128,5% nos residentes e +775,8% nos não residentes). Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas decresceram 9%, como consequência da diminuição das dormidas de não residentes (-14,4%), já que as de residentes cresceram 4,9%.
Em relação ao número de dormidas em Maio, o INE indica que em termos homólogos estas aumentaram 237,5% (-0,9% face a Maio de 2019) na hotelaria (82,9% do total), 200,4% (-4,8%, comparando com Maio de 2019) nos estabelecimentos de alojamento local (13,8% do total) e 70,4% (+30,1% face a Maio de 2019) no turismo no espaço rural e de habitação (quota de 3,3%).
Em relação aos mercados externos, o INE considera que em Maio estes registaram um crescimento significativo. Assim, em Maio, enquanto o mercado interno contribuiu com 1,8 milhões de dormidas, mais 47,7%, os mercados externos predominaram (peso de 72,2%) e totalizaram 4,7 milhões de dormidas, mais 489,5%.
No que toca aos principais mercados emissores, o INE considera que estes registaram evoluções díspares face a Maio de 2019. Assim, a totalidade dos 17 principais mercados emissores registou aumentos expressivos em Maio, tendo representado 88,2% das dormidas de não residentes nos estabelecimentos de alojamento turístico neste mês.
Inflação nos 8,7% em Junho, a mais alta em quase 30 anos
Os dados são da Estimativa Rápida de Junho do Índice de Preços no Consumidor e mostram que o indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energético) terá registado uma variação 6%, o registo mais elevado desde Maio de 1994. Em Maio fora de 5,6%.
Indica ainda o INE que a taxa de variação homóloga do índice relativo aos produtos energéticos se deverá ter situado nos 31,7%, que compara com os 27,3% do mês anterior. O valor agora atingido é o mais alto desde Agosto de 1984, ou seja, de 38 anos.
Wednesday, June 29, 2022
O PIB da UE cresceu 5,4% em 2021, mas ficou abaixo do valor pré-pandemia
Apesar de ainda sujeita a medidas de confinamento que castigaram a actividade económica, a UE registou um crescimento de 5,4% no ano passado, o que foi, ainda assim, insuficiente para compensar a queda de 5,9% no ano anterior. Este foi o ritmo de variação do PIB mais elevado desde 2017.
O Eurostat explica que o comércio externo até dá sinais de já ter recuperado, com as exportações e importações a ultrapassarem os valores de 2019, mas o mesmo não aconteceu ainda com o consumo e investimento, categorias que se encontram mais atrasadas na retoma.
Olhando para o consumo, este cresceu 3,9% em 2021, mas este crescimento manteve o indicador abaixo do nível pré-pandémico registado em 2019. Na realidade, apenas os gastos públicos registaram aumentos em 2020, crescendo 0,9%, ao passo que, por exemplo, a formação bruta de capital fixo (investimento) recuou 8,1% no primeiro ano de pandemia.
Em 2021, estes componentes do crescimento avançaram 3,8% e 6,7%, respectivamente.
Já olhando para o comércio externo, o Eurostat detalha que as exportações quebraram 8,6% em 2020 e as importações recuaram 8,3%, antes de recuperarem, em 2021, 10,7% e 9,3%, respectivamente.
Taxa de desemprego sobe para 6,1% em Maio face aos 5,9% de Abril
De acordo com as 'Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego' do INE, em Maio "a taxa de desemprego situou-se em 6,1%, valor superior ao do mês precedente em 0,2 pontos percentuais e ao de três meses antes em 0,3 pontos percentuais, mas inferior em 0,8 pontos percentuais ao de um ano antes".
Estas estatísticas reviram ainda em alta a taxa de desemprego de Abril, passando do valor provisório de 5,8% para 5,9%, "valor igual ao do mês anterior e ao de três meses antes e inferior em 1,1 pontos percentuais ao de um ano antes".
Em Fevereiro de 2022, a taxa de desemprego tinha atingido o valor mais baixo dos últimos 10 anos, situando-se em 5,8%.
Em Maio de 2022, a população activa (5 160,6 mil) diminuiu 0,5% (26,3 mil pessoas) em relação a Abril, mas aumentou 0,3% quando comparada com a estimativa de Maio de 2021.
Segundo o INE, a diminuição em cadeia da população activa "resultou da redução da população empregada, em 32,7 mil (0,7%), tendo a população desempregada aumentado em 6,4 mil (2,1%)". Já o aumento da população activa (17,9 mil; 1,0%) em relação a maio de 2021 "foi acompanhado por um acréscimo da população empregada (60,8 mil; 1,3%), que mais do que compensou a diminuição da população desempregada (42,9 mil; 12,0%)".
Conforme salienta o INE, "apesar da diminuição observada em Maio de 2022, a população activa mantém-se próxima do máximo dos últimos 10 anos, registado, em Dezembro de 2021 (5 189,9 mil pessoas")".
A população empregada (4 864,5 mil) diminuiu 0,7% em Maio face ao mês anterior e aumentou 1,3% comparativamente ao mês homólogo de 2021, enquanto a população desempregada (314,1 mil) aumentou em relação ao mês anterior (2,1%) e diminuiu relativamente a Maio de 2021 (12,0%).
Quanto à população inactiva (2 499,8 mil), registou em Maio um acréscimo de 1,1% em relação ao mês anterior e um decréscimo de 1,4% em relação a um ano antes.
Em Março, a população inactiva tinha registado o seu valor mais baixo desde Fevereiro de 1998 (2 468,0 mil pessoas).
Os dados do INE indicam ainda que a taxa subutilização de trabalho se situou em 11,5%, mais 0,1 pontos percentuais do que no mês anterior, mas 1,2 pontos percentuais abaixo do mês homólogo de 2021.
Stock de empréstimos à habitação sobe 4,8% e ao consumo cresce 4,9% em Maio
De acordo com as estatísticas de empréstimos e depósitos bancários de empresas e particulares do banco central, no final de Maio o montante total de empréstimos concedidos para habitação era de 98 700 milhões de euros (mais 4,8%) e o de empréstimos ao consumo somava 20100 milhões de euros (mais 4,9%).
Quanto ao 'stock' de crédito às empresas, no final de Maio o montante total era de 76 700 milhões de euros, mais 2,8% em relação a Maio de 2021.
"Ainda assim - nota o BdP - este crescimento foi inferior ao registado nos meses anteriores, uma tendência que se mantém desde Fevereiro".
O supervisor bancário refere que, em Maio, "esta desaceleração foi mais expressiva nas pequenas e médias empresas e nas empresas do sector do alojamento e restauração".
"Pelo contrário, aceleraram os empréstimos concedidos às micro e grandes empresas e às empresas do sector das actividades imobiliárias", acrescenta.
Quanto aos depósitos, no final de Maio os particulares tinham depositado nos bancos residentes 178 400 milhões de euros, mais 6,8% face a Maio de 2021. Já as empresas tinham 63 400 milhões de euros em depósitos, um aumento homólogo de 11,8%.
O BdP sublinha que a evolução dos empréstimos e dos depósitos é medida pela taxa de variação anual, o que significa que é calculada apenas com base no montante das transacções (concessão e amortização/reembolso de empréstimos e depósitos), desconsiderando outros efeitos (por exemplo, cambiais).
As estatísticas de empréstimos e depósitos bancários serão actualizadas a 27 de Julho.
Tuesday, June 28, 2022
Rendas da habitação continuam a subir. O preço dos novos contratos aumentou 6,4% no primeiro trimestre.
De acordo com o organismo de estatísticas, em causa está uma subida de 6,4% face ao mesmo período do ano passado; ainda assim, foi o valor mais baixo das taxas de variação homóloga desde segundo trimestre desse ano.
No 1º trimestre, a renda mediana por m2 de novos contratos de arrendamento aumentou em 23 dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes (menos um que no trimestre anterior), com destaque para o Funchal (+17,2 %), Matosinhos (+14,9 %) e Vila Nova de Famalicão (+14,6 %).
Na Área Metropolitana de Lisboa (9,10 €/m2), Algarve (7,12 €/m2 ), Região Autónoma da Madeira (6,98 €/m2 ) e Área Metropolitana do Porto (6,58 €/m2), o valor das rendas situou-se acima do valor nacional, enquanto Trás-os-Montes registou a menor renda mediana por m2 de novos contratos de arrendamento (2,88 €/m2), tal como no trimestre anterior.
Num boletim enviado à imprensa, o INE refere que, no primeiro trimestre deste ano, o número de novos contratos de arrendamento no país foi maior do que o registado no mesmo trimestre do ano passado, quando ascendeu a 19 977 novos contratos, o que corresponde a um crescimento da actividade de arrendamento de 19,8 %.
Segundo o INE, no primeiro trimestre deste ano todas as 25 NUTS III registaram um aumento do número de novos contratos de arrendamento face ao período homólogo e 17 sub-regiões registaram também um aumento face ao trimestre anterior.
“Destacaram-se com evoluções acima de +20 % face ao trimestre anterior: Médio Tejo (+33,3 %), Alto Tâmega (+26,1 %), Região Autónoma da Madeira (+25,9 %) e Ave (+22,5 %). As áreas metropolitanas de Lisboa e Porto concentraram 51% dos novos contratos de arrendamento e registaram uma evolução de +0,8 % e -0,3 %, respectivamente”, é detalhado no mesmo comunicado.
Monday, June 27, 2022
A EDP continua a ser vendida aos chineses: a EDP Renováveis vendeu portfólio eléctrico em Espanha à China Three Gorges
O portfólio representa 181
megawatts MegaWatt (MW), tendo sido alienada 100% da participação da EDP
Renováveis no mesmo. Assim, a operação “traduz num Enterprise Value de
1,8 milhões de euros/MW”, pode-se ler no comunicado desta segunda-feira.
“O portfólio engloba doze parques eólicos operacionais que estão sobre o esquema remuneratório regulado de Espanha há 20 anos”, reporta a EDP, acrescentando que “a idade média do portfólio é de 12 anos”.
“Com a conclusão desta transacção, a EDPR alcança 2,4 mil milhões de euros de encaixes com rotação de activos, que está inserida no contexto do programa de rotação de activos de 8 mil milhões de euros para 2021-25 anunciado no Capital Markets Day da EDPR, permitindo à EDPR acelerar a criação de valor e reciclar capital para reinvestir em crescimento rentável”, finaliza a comunicação à CMVM.
A China Three Gorges é a maior accionista da EDP com 19%. Actualmente, é a maior “holding” de energias renováveis da China e a maior hidroeléctrica do mundo; com uma capacidade instalada de 75 mil MW, tem mais de 26 mil empregados em todo e uma carteira de activos avaliada em 120 mil milhões de dólares.
Os portugueses são uns mamões: apenas 1% de 2 milhões de desempregados quer ser empreendedor
No que respeita às empresas criadas através deste incentivo, cujo requisito único é que os indivíduos não aufiram qualquer tipo de rendimentos de trabalho para além dos decorrentes do seu negócio, durante um período de três anos, revelam-se, em média, mais pequenas, apresentando "valores de vendas, activos totais e capitais próprios mais baixos do que as restantes", aponta a análise.
As conclusões da investigação, coordenada por Miguel Ferreira, docente da Nova SBE, e com co-autoria de Marta Lopes, Francisco Queiró e Hugo Reis, mostram que os participantes do Montante Único são pessoas "mais velhas e qualificadas", com uma média de salário pré-desemprego na casa dos 1170 euros brutos.
Com o capital já do seu lado, é em sectores de actividade como "comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis e motociclos", "actividades de consultoria, científicas, técnicas e similares", "indústrias transformadoras" e "alojamento, restauração e similares" que os empreendedores portugueses tendem a apostar.
Quanto ao regime jurídico adoptado no momento de criar um negócio, os dados apontam que é quatro vezes mais provável os empreendedores constituírem uma sociedade do que uma empresa em nome individual. Segundo os autores, esta é uma realidade "particularmente relevante em Portugal, uma vez que as sociedades, embora representem apenas 32% das empresas em Portugal, são responsáveis por 76% do emprego e 96% das vendas".
Com a dificuldade no acesso ao capital a constituir um dos principais obstáculos para aqueles que desejam iniciar um negócio, soluções como o Montante Único representam uma oportunidade para criar uma empresa, aumentando "a probabilidade de um indivíduo desempregado se tornar um empreendedor", indica o estudo, que avalia os impactos das restrições ao financiamento no empreendedorismo nacional.
Ainda que factores como a riqueza pessoal, competências, valor do património imobiliário e motivação individual estejam directamente relacionados com a criação de novos negócios, os autores sustentam que o capital é o ponto-chave para a sua concretização, com "mil euros adicionais de financiamento" a revelarem fazer diferença, aumentando "em 11% a hipótese de um indivíduo se tornar empresário em Portugal".
Quanto a esta probabilidade, "os indivíduos com salários mais elevados pré-desemprego têm maior probabilidade de empreenderem, uma vez aliviadas as restrições de financiamento, do que os indivíduos com salários mais reduzidos", revelam os resultados da investigação.
A Mimobox, empresa que oferece um serviço de entrega ao domicílio de caixas surpresa com produtos para grávidas e bebés, e a ReadAction, com actividade na área da comunicação, são dois exemplos de êxito criados através do programa público, que sustentam que o alívio das limitações ao financiamento dos desempregados pode originar negócios de sucesso e, consequentemente, produzir um efeito positivo na "quantidade e qualidade do empreendedorismo em Portugal", concluem os autores.
Friday, June 24, 2022
Famílias portuguesas perdem acesso à compra de casa, mas mesmo assim os preços devem subir, prevê o Banco de Portugal
Mais de dois terços dos portugueses dizem que já começaram a poupar na alimentação por causa de subida dos preços
De entre este total, 40% responderam que começaram a trocar produtos por outros mais baratos, sendo que 34% admitiram que já tiveram de reduzir o consumo e 25% disseram que riscaram mesmo alguns itens da habitual lista de compras. “Alguns produtos agora só compro quando estão com uma boa promoção”, disse um dos 804 entrevistados, que também reconheceram mudanças no que diz respeito ao consumo de combustível.
Entre cortes em passeios
de fim de semana e trocas de carro por transportes públicos, 60% dos
inquiridos admitiram que já tiveram de adaptar os seus hábitos graças ao
aumento dos preços de gasolina e gasóleo. De entre o total de
entrevistas conduzidas, só 3% das pessoas disseram não ter ainda dado
conta de qualquer aumento de preços, seja em que sector for.
Ainda assim, 67% dos inquiridos defenderam que o Governo deve intervir para limitar a subida de bens essenciais e energia. Só 14% consideraram positiva a resposta do Executivo de António Costa à crise. À mesma pergunta, 46% dos inquiridos responderam de forma contrária — 23% disseram que esta gestão tem sido “má”; outros tantos preferiram superlativar e consideraram a atuação do Governo “muito má”.
Thursday, June 23, 2022
Quase 700 mil estrangeiros vivem em Portugal e 30% são brasileiros
“Em 2021 verificou-se, assim, pelo sexto ano consecutivo, um acréscimo da população estrangeira residente, com um aumento de 5,6% face a 2020, totalizando 698.887 cidadãos estrangeiros titulares de autorização de residência, valor mais elevado registado pelo SEF, desde o seu surgimento em 1976”, refere o Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo (RIFA), a que agência Lusa teve acesso.
O RIFA ressalva que o contexto de pandemia de covid-19 provocou “uma desaceleração no aumento da população estrangeira residente, em linha com o ocorrido em 2020”, apesar de se manter o crescimento da população estrangeira residente no período compreendido entre 2015 e 2021 (mais 310.156).
Segundo o SEF, os brasileiros mantêm-se como a principal comunidade estrangeira residente no país, representando no ano passado 29,8% do total, o valor mais elevado desde 2012.
O documento avança que, no final do ano passado, viviam em Portugal 204 694 brasileiros, sendo também a comunidade oriunda do Brasil a que mais cresceu em 2021 (11,3%) face a 2020.
O RIFA precisa que o Reino Unido mantém a posição em relação a 2020 apesar do decréscimo de 9,3%, sendo a segunda nacionalidade estrangeira mais representativa em Portugal.
No final de 2020, viviam em Portugal 204 694 brasileiros, seguido dos cidadãos do Reino Unido (41 932), de Cabo Verde (34 093), Itália (30 819), Índia (30 251), Roménia (28 911), Ucrânia (27 195), França (26 719), Angola (25 802) e China (22 782).
“O crescimento sustentado dos cidadãos estrangeiros, oriundos dos países da União Europeia, confirmam o particular impacto dos factores de atractividade já apontados em anos anteriores, como a percepção de Portugal como país seguro, bem como as vantagens fiscais decorrentes do regime para o residente não habitual”, realça.
O RIFA destaca também o crescimento dos naturais da Índia que sobe quatro posições, ocupando agora o quinto lugar, ultrapassando a França, China, Ucrânia e Roménia, bem como da Itália que está na quarta posição, “confirmando o crescimento que se tem verificado nos últimos anos”.
Os imigrantes residem sobretudo no litoral, sendo que 68% estão registados nos distritos de Lisboa, Faro e Setúbal, totalizando 466 779 cidadãos residentes, enquanto em 2019 eram 450 074.
O RIFA dá conta que se verificou um aumento de estrangeiros a viver no distrito de Viana do Castelo e, por outro lado, registou-se uma descida em Bragança, frisando que, em termos de áreas de residência, ocorreram subidas em Lisboa, Vale do Tejo e Alentejo com um aumento de 9,8% em consequência das subidas de Setúbal, Beja e Santarém.
No que diz respeito ao fluxo imigratório, o SEF indica que se mantêm a tendência de descida de novos títulos emitidos (111 311), com uma diminuição de 5,8% face a 2020, “confirmando o impacto da pandemia de covid-19, já observável em 2020”.
Também a maior parte dos novos títulos foram atribuídos a brasileiros (39 456), seguindo-se os indianos (7 407) e Itália (5 302).
“Os motivos mais relevantes na concessão de novos títulos de residência foram a actividade profissional (35 886), o reagrupamento familiar (20 718) e o estudo (10 919)”, lê-se no RIFA, salientando “a forte preponderância da actividade profissional nas nacionalidades oriundas da Ásia”.
Tuesday, June 21, 2022
Preços das casas sobem a ritmo recorde: 12,9%.
Estrangeiros fizeram 10% do valor das transacções
O Instituto Nacional de Estatística (INE) adianta que 5,9% do número total de transacções (2 556 habitações) envolveram compradores com um domicílio fiscal fora do território nacional, ou seja, maioritariamente cidadão estrangeiros – uma percentagem que sobe para os 10,4% se se considerar o valor transaccionado.
Entre Janeiro e Março de 2022, transacionaram-se 43 544 habitações, mais 26% do que no primeiro trimestre de 2021, que foi muito afectado pelo confinamento pandémico. A diferença foi ainda maior quando se fala no valor das transacções: “no trimestre de referência, o valor das habitações transaccionadas foi aproximadamente 8,1 mil milhões de euros, mais 44,4% face a idêntico período de 2021”, diz o INE.
Em relação ao trimestre anterior, o Índice de Preços na Habitação também acelerou, já que teve um aumento de 3,8% (que compara com o aumento trimestral de 2,7% no trimestre anterior). Os preços das casas usadas aumentaram 4,4%, mais do que a subida do preços dos alojamentos novos (1,8%).
Menos casas vendidas na AML, mais uma vez. Algarve a subir
Neste primeiro trimestre foram transacionadas 13 464 habitações na Área Metropolitana de Lisboa (30,9% do número total). “Pelo segundo trimestre consecutivo, esta região registou uma redução, relativamente a período idêntico do ano anterior, do respetivo peso relativo, (-0,9 pontos percentuais), diz o INE.
Também as regiões do Norte e Centro, com respetivamente 12 371 e 8 721 transacções, perderam peso nas quotas regionais, ao passo que no Algarve as transacções de habitações totalizaram 4 129 unidades, ou seja, 9,5% do total. “Esta foi a região que mais cresceu em termos de peso relativo regional, mais 1,5 pontos percentuais”, segundo os dados.
Em nota de análise, a equipa de economistas do BPI salienta que “a valorização média dos preços da habitação foi de 9,4% em 2021 (8,8% em 2020) e o dado do primeiro trimestre faz situar a fasquia para 2022 num nível alto, de valorização consistente”.
“As principais nuvens no horizonte deste cenário podem advir da persistência inflacionista e do aumento do custo do financiamento, decorrente do aumento das taxas de referência na segunda metade do ano. Antecipamos por isso, desaceleração do mercado, a prazo“, afirma o BPI.





