Os portugueses já começaram a apertar o cinto por causa da crise. A esmagadora maioria das pessoas já se vê obrigada a fazer cortes nas suas compras habituais. Três quartos dos inquiridos (74,2 %) no barómetro da Intercampus para o CM/CMTV admitem que a subida dos preços já teve impacto directo no seu quotidiano, obrigando-os a reduzir nalgum tipo de compras.
Sunday, July 24, 2022
Inflação: 74,2 % dos portugueses obrigados a fazer cortes nas suas compras habituais
Os portugueses já começaram a apertar o cinto por causa da crise. A esmagadora maioria das pessoas já se vê obrigada a fazer cortes nas suas compras habituais. Três quartos dos inquiridos (74,2 %) no barómetro da Intercampus para o CM/CMTV admitem que a subida dos preços já teve impacto directo no seu quotidiano, obrigando-os a reduzir nalgum tipo de compras.
Friday, July 22, 2022
Os bilhetes de avião encareceram 45% devido à elevada procura e aumento de preços
Os preços das passagens aéreas em Julho deste ano [2022] subiram 45% face ao período homólogo [Jul-2021] devido ao aumento dos preços dos combustíveis, à inflação e à grande procura de viagens por parte dos consumidores.
Os dados do portal de reservas Kiwi.com, citados pela agência Europa Press, são referentes ao mercado espanhol, mas não deverão divergir muito de outros países europeus, nomeadamente Portugal.
Thursday, July 21, 2022
Endividamento das empresas e dos particulares cresceu 1,4 mil milhões em Maio
Os dados são do Banco de Portugal, que mostram que o endividamento do sector privado, que inclui as empresas e as famílias, cresceu 1,4 mil milhões de euros, sendo mil milhões correspondentes a empresas e 400 milhões relativamente aos particulares. No total, o sector privado tem em dívida um valor acumulado de 436,3 mil milhões.
Mas a maior parcela no aumento do endividamento é do sector público: aumentou 2,3 mil milhões de euros, dos quais, 1,3 mil milhões é endividamento perante o exterior. No total, o acumulado em dívida do sector público cresceu para 357,3 mil milhões de euros.
Refere o Banco de Portugal que o endividamento dos particulares aumentou 4,3 % em relação ao período homólogo. O das empresas privadas cresceu 4,2 %.
Wednesday, July 20, 2022
Inflação no Reino Unido em máximos de 40 anos (9,4% em Junho)
UK inflation has surged to a fresh 40-year high as fuel and food prices turned the screw on struggling families.
The headline CPI rate climbed to an eye-watering 9.4 per cent in June, up from 9.1 per cent the previous month.
The increase was even bigger than analysts had expected, and sets another peak since February 1982.
To add to the pain for households, the Bank of England has hinted that it will hike interest rates by another 0.5 percentage points to 1.75 per cent next month to combat surging prices.
The CPI rate is predicted to soar to around 11 per cent in the Autumn, when the cap on energy bills is due to rise again.
The Bank's target is for inflation to be just 2 per cent, and new Chancellor Nadhim Zahawi has warned that public sector pay must be restrained to help prevent a disastrous spiral.
Mais de 50 detidos este ano [até 19-Jul de 2022] pelo crime de fogo florestal
Mais de 50 pessoas foram detidas este ano [de 2022] pela GNR pelo crime de incêndio florestal, mais 20 do que em igual período de 2021, revelou esta terça-feira [19-Jul-2022] o ministro da Administração Interna.
"No ano passado havia cerca de 30 detidos por esta altura e este ano temos mais de 50 detidos", precisou José Luís Carneiro na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.
O ministro deu também conta que este ano estão identificados mais de 500 suspeitos por atitudes dolosas em relação à floresta, enquanto em 2021 estavam identificados cerca de 300.
Segundo o governante, a GNR realizou este ano mais de 4 000 acções de sensibilização para a limpeza de terrenos e sobre cuidados a ter nas florestas e sinalizou 11 mil situações de incumprimento, enquanto a PSP realizou 4 369 acções de fiscalização e vigilância.
O ministro disse também que existiu, até agora, um cumprimento voluntário de 65% das situações verificadas.
José Luís Carneiro afirmou igualmente que cerca de 60% dos incêndios tem como causa o uso do fogo, 4% com o uso de máquinas em meio rural e 13% correspondem a causas intencionais.
Friday, July 15, 2022
Vaga de calor 2022: os máximos de temperatura registados a 14 de Julho
Desde dia 7 de Julho de 2022, tem-se verificado a persistência de valores muito altos da temperatura média do ar, superiores a 25 °C, com valores de temperatura máxima superiores a 35 °C (desde dia 8) e valores da temperatura mínima superiores a 20 °C (desde 12 Julho).
Só 10% dos incendiários são presos. Há cada vez mais mulheres condenadas.
Desde 2017 que os registos de crimes de incêndio florestal têm vindo a diminuir, progressivamente. Ao ponto de, em 2021, o total ter sido cerca de metade do registado no ano do incêndio de Pedrógão Grande: 5 705 em 2021, face aos 11 221 registados em 2017. Logo em 2018, houve uma descida abrupta para os sete mil. Depois, em 2020, esse valor já estava ligeiramente abaixo dos seis mil. Em 2021, reflectindo também confinamento imposto para combate à pandemia de Covid-19, o número de crimes registados foi de 5 795 — há sete anos que esse valor não era tão baixo.
Os arguidos que acabam condenados rondam os 70%, mas apenas 10% dos incendiários são presos. A idade dos condenados é cada vez mais elevada.
Thursday, July 14, 2022
Vaga de calor 2022: os máximos de temperatura registados a 13 de Julho
Wednesday, July 13, 2022
Confirmado: a inflação voltou a subir em Junho, situando-se agora nos 8,7 %
"A variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) foi 8,7% em Junho de 2022, taxa superior em 0,7 pontos percentuais à observada no mês anterior e a mais elevada desde Dezembro de 1992", informou o INE, confirmando assim os valores que tinha avançado na estimativa rápida divulgada em 30 de Junho.
O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) também acelerou, registando uma variação homóloga de 6,0%, taxa superior em 0,4 pontos percentuais à registada em Maio de 2022 e "o valor mais elevado registado desde Junho de 1994".
Já a variação do índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 31,7%, face aos 27,3% do mês precedente, o que corresponde ao "valor mais elevado desde Agosto de 1984".
Por sua vez, o índice referente aos produtos alimentares não transformados apresentou uma variação de 11,9%, face aos 11,6% de Maio.
Segundo o INE, "por classes de despesa e face ao mês precedente, são de destacar os aumentos das taxas de variação homóloga das classes dos 'transportes' e dos 'restaurantes e hotéis', com variações de 14,3% e 14,2%, respectivamente (10,8% e 10,9% no mês anterior)".
Em sentido oposto, a 'saúde' e o 'vestuário e calçado' apresentaram uma diminuição da taxa de variação homóloga para -3,6% e -0,5% respectivamente (1,4% e 0,0% no mês anterior).
Em Junho, nas classes com maiores contribuições positivas para a variação homóloga do IPC, o INE destaca os 'bens alimentares e bebidas não alcoólicas', os 'transportes' e a 'habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis'.
Já nas classes com contribuições negativas salienta a da 'saúde', "em consequência do alargamento dos critérios de isenção de taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde (SNS)".
Comparando com o mês precedente, é de salientar o aumento das contribuições para a variação homóloga do IPC das classes dos 'transportes' e dos 'restaurantes e hotéis'. Em sentido contrário, destaca-se a redução da contribuição da classe da 'saúde'.
Em Junho, o IPC registou uma variação mensal de 0,8% (1,0% no mês precedente e 0,2% em Junho de 2021), enquanto a variação média dos últimos 12 meses foi de 4,1% (3,4% em Maio).
Quanto ao Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, apresentou uma variação homóloga de 9,0%, sendo este "o quarto mês consecutivo em que é ultrapassado o valor mais elevado registado em Portugal desde o início da série do IHPC, em 1996".
Segundo o INE, esta taxa é superior em 0,9 pontos percentuais à do mês anterior e superior em 0,4 pontos percentuais ao valor estimado pelo Eurostat para a área do Euro (em Maio, esta diferença tinha sido nula).
Excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos, o IHPC em Portugal atingiu uma variação homóloga de 6,6% em Junho (5,8% em Maio), superior à taxa correspondente para a área do Euro, estimada em 4,6%, "mantendo o perfil marcadamente ascendente verificado nos últimos meses".
O IHPC registou uma variação mensal de 1,1% (1,0% no mês anterior e 0,2% em Junho de 2021) e uma variação média dos últimos 12 meses de 4,1% (3,3% no mês precedente).
Vaga de calor 2022: os máximos de temperatura registados a 12 de Julho
Sobre a presente vaga de calor: de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), ontem, 12-Julho de 2012, ocorreram
- valores de temperatura máxima do ar maior ou igual a 30 °C em praticamente todo o território (excepção Cabo Carvoeiro, Foia e Sagres);
- valores de temperatura máxima do ar maior ou igual a 35 °C ocorreram em cerca de 88 % do território;
- valores de temperatura máxima do ar maior ou igual a 40 °C ocorreram em cerca de 40 % do território, e acima de 42 °C, 15 % do território».
Friday, July 8, 2022
Os contribuintes ganham 45% das ações fiscais que movem contra o Estado
As matérias mais frequentes para o seu recurso à justiça são “a base de cálculo” dos impostos, a inconstitucionalidade das normas” e “a prescrição da dívida”, revela o comunicado.
Em Portugal, muitos processos relativos ao IRC, IRS e IVA demoram mais de dez anos a serem decididos pelos tribunais. No caso do IMT, entre oito a dez anos. No entanto, quando os mesmos casos vão para a arbitragem fiscal, 90% são decididos em menos de um ano: os contribuintes ganham quase sempre, o Fisco só vence em 23% dos processos. “Nos casos em que os contribuintes, quase sempre empresas, decidem pagar pelo direito a nomear um dos juízes, a probabilidade de as suas posições triunfarem sobre as do Fisco é ainda maior”, destaca a nota.
[Comentário do blogueiro: ou seja, temos uma justiça para os ricos e outra para os pobres! 🤬]
“O propósito desta investigação é comparar a eficiência e a adequação da justiça tributária com a arbitragem tributária em Portugal”, afirma a coordenadora do estudo, e diretora do CIDEEFF, Ana Paula Dourado. “O principal problema não é o acesso aos tribunais tributários, mas sim os seus atrasos excessivos, que têm um impacto profundamente negativo na confiança que os cidadãos têm nas instituições”, acrescenta.
“Num Estado de Direito, um bom sistema de justiça – que seja eficiente e justo – deve ser célere e tratar os cidadãos de forma igual”, afirma a professora da FDUL. “Deve ter como objectivo resolver os seus problemas e, no caso dos tributos e da justiça fiscal, o sistema deve atrair investimento nacional e estrangeiro. Deve ser eficiente e justo com todos os tipos e dimensões empresariais. E deve também assegurar a cobrança da receita pública que decorre do cumprimento da lei e da Constituição”.
Para além das impugnações judiciais dos grandes tributos, da oposição à execução, há igualmente muitos recursos sobre a aplicação de coimas e sobre taxas que contribuem para assoberbar os tribunais. Dos recursos apresentados, 4% são suscitados por grandes contribuintes. Nestes casos as decisões só favorecem 33% dos contribuintes.
Segundo Ana Paula Dourado, o projecto do estudo é, em primeiro lugar, divulgar um retrato exacto da justiça tributária em Portugal, identificando os seus constrangimentos e as suas causas. E depois, numa segunda fase, propor soluções políticas adequadas para resolver os problemas de morosidade existentes.
O estudo do CIDEFF regista ainda que os árbitros presidentes da arbitragem fiscal chegam a ganhar o dobro dos juízes dos tribunais Administrativos e Fiscais. Ademais, apurou que árbitros do sexo masculino dão mais vezes razão aos contribuintes dos que as árbitros mulheres.
[Ironia do blogueiro: opá, então as mulheres não eram mais sensíveis e empáticas? 😏]
No caso do Supremo Tribunal Administrativo (STA), as empresas ganham menos causas do que nos tribunais de primeira instância e do que na arbitragem. O STA dá mais vezes razão ao Estado, razão pela qual a Autoridade Tributária confia mais na justiça tradicional.
“Após esta fase de recolha de informação, pretendemos encetar um diálogo mais aprofundado com o Centro de Arbitragem Administrativa e com os tribunais para apurar estes dados e ter acesso a outro tipo de informação”, afirma Ana Paula Dourado. Segundo a coordenadora, os académicos da FDUL querem agora “fazer um trabalho de Direito comparado para aferir as melhores práticas internacionais e identificar com precisão os constrangimentos mais críticos com que a Autoridade Tributária se debate”.
O volume de negócios na indústria cresceu 29% em Maio de 2022
“O Índice de Volume de Negócios na Indústria acelerou 10,3 pontos percentuais (p.p.), para uma taxa de variação homóloga nominal de 29,0% em Maio. Esta evolução está afectada pelo maior número de dias úteis nos meses comparáveis de 2022 (19 em Abril e 22 em Maio de 2022 e 21 em ambos os meses de 2021)”, é possível ler na mesma nota referente aos índices de volume de negócios, emprego, remunerações e horas trabalhadas na indústria.
Por mercados, o índice de vendas para o mercado nacional subiu 26,1% (22,0% em Abril), contribuindo com 15,3 p.p. (12,5 p.p. em Abril) para a variação do índice total; quanto ao mercado externo, o INE dá conta de um aumento de 18,6 p.p., para uma taxa de variação de 32,9%, da qual resulta um contributo de 13,7 p.p.
De acordo com o INE, por agrupamentos, os Bens Intermédios e a Energia deram os contributos mais expressivos para a variação do índice agregado, 11,4 p.p. e 9,6 p.p., respectivamente, originados pelos aumentos de 30,7% e 49,0% (20,3% e 46,7% em Abril), enquanto os Bens de Consumo cresceram 9,0 p.p. para 20,7% em Maio (contributo de 5,7 p.p.).
A variação mensal do índice volume de negócios na indústria foi de 10,6%, tendo sido de 1,8% no mês homólogo.
As vendas na indústria com destino ao mercado nacional cresceram 26,1% em termos homólogos, taxa superior em 4,1 p.p. à registada em Abril.
Segundo o organismo de estatísticas, as variações homólogas do emprego e das remunerações foram de 3,2% e 7,4%, respectivamente (3,0% e 7,2% em Abril, pela mesma ordem), enquanto as horas trabalhadas passaram de uma diminuição de 0,1% em Abril para um aumento de 3,9% em Maio.
62% dos jovens têm contratos precários, muito acima da média europeia
Thursday, July 7, 2022
PRR dá 11,3 milhões de euros a 37 projetos na área das pescas
Os projectos foram apresentados na quarta-feira, no Ministério da Agricultura, em Lisboa, tendo como objectivo contribuir para melhorar as condições de segurança dos pescadores e para assegurar a redução das emissões de gases com efeito de estufa pelas actividades da economia do mar, até 2030.
“Este investimento é fundamental para a economia nacional, contribuindo de forma decisiva para tornar a fileira do pescado mais competitiva, mais empregadora e ambientalmente mais sustentável, contribuindo para uma eficiente transição energética e digital deste sector”, considerou, na ocasião, a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes.
Das 37 candidaturas aprovadas, 27 visam a modernização de frotas, sete são do âmbito da indústria e três da Aquicultura.
Para o capítulo “Transição Verde e Digital e Segurança nas Pescas” do PRR está previsto um investimento total de 21 milhões de euros destinados ao sector privado.
Neste sentido, o Governo prevê abrir um novo aviso para apresentação de candidaturas até ao final do ano.
Alojamento Local: taxas de ocupação de 73% em Lisboa e 56% no Porto (Maio '22)
De acordo com os dados divulgados pela Confidencial Imobiliário no âmbito do SIR-Alojamento Local, Lisboa mantém, assim, a ocupação em níveis máximos, os quais tinham sido atingidos quer no mês anterior quer em Maio de 2019. No caso do Porto, a ocupação média de Maio supera a registada em Abril (54%), mas fica ainda abaixo da observada em Maio de 2019 (66%).
Em termos de RevPAR, Lisboa fixou em Maio um novo máximo para este indicador, que atingiu os 71 euros, mais dois euros do que no mês anterior e mais 13 euros do que em Maio de 2019. No Porto, o RevPAR médio em Maio foi de 47 euros, três euros acima quer do mês anterior quer do mesmo mês de 2019, ambos com um RevPAR de 44 euros.
No que respeita o volume de negócios, em Lisboa registaram-se 54 400 noites de AL vendidas em Maio, num volume de negócios de 5,75 milhões de euros. No Porto, no mês em análise foram vendidas 33 750 noites com um volume de facturação de 3,0 milhões de euros. Em qualquer dos mercados, estes níveis ficam pouco abaixo dos observados em Abril, mas permanecem bastante distantes do padrão de Maio de 2019. Há dois anos, o AL em Lisboa vendia em torno das 115 000 noites, facturando 9,4 milhões de euros, enquanto o Porto vendia 70 000 noites para um volume de negócios de 4,8 milhões de euros.
Em termos de diária média, Lisboa atingiu os 105 euros e o Porto os 89 euros em Maio. Em ambos os casos trata-se do valor mais elevado da série SIR-Alojamento Local, a qual remonta ao início de 2019, superando em mais de 20 euros as diárias médias praticadas há dois anos.
No que se refere à oferta, Lisboa contabilizava em Maio um total de 2 400 fogos T0/T1 activos no AL e o Porto outros 1. 950 fogos. Nas duas cidades, o volume de fogos activos neste tipo de alojamento decresceu face ao mês anterior. Em Lisboa esse decréscimo é de 250 fogos e no Porto é de 430 fogos. Comparativamente a igual mês de 2019, a compressão da oferta é ainda mais expressiva, com Lisboa a contabilizar menos 2 650 fogos em actividade actualmente e o Porto menos 1 470.
2021: Turistas em Portugal ficam 61% abaixo de 2019
“O ano de 2021 foi ainda marcado pelos efeitos dos constrangimentos decorrentes da pandemia Covid-19, sobretudo as medidas de confinamento no primeiro semestre e no final do ano, com efeitos negativos no sector do turismo que, apesar de ter crescido face a 2020, ano de contracção sem precedente da actividade turística, ficou ainda aquém dos níveis de 2019”, lê-se nas ‘Estatísticas do Turismo 2021’ do Instituto Nacional de Estatística (INE).
“Espanha manteve-se como o principal mercado emissor de turistas internacionais (quota de 30,2%), tendo registado um crescimento de 57,3%”.
Já o mercado francês (16,1% do total) continuou em segundo lugar, aumentando 46,2%, e no número de turistas do Reino Unido (10,6%) verificou-se também uma variação positiva de 24,0% em 2021, enquanto o mercado alemão (8,0%) cresceu 39,1%.
Considerando a generalidade dos meios do alojamento turístico (hotelaria, turismo no espaço rural/habitação, alojamento local, campismo e colónias de férias e pousadas da juventude), em 2021 registaram-se 16,0 milhões de hóspedes e 42,6 milhões de dormidas, traduzindo-se em aumentos de 36,9% e 40,7%, respectivamente (-60,4% e -61,1%, pela mesma ordem, em 2020).
Face a 2019, registaram-se diminuições de 45,8% no número de hóspedes e 45,2% no de dormidas.
Diminuição em todas as regiões
O mercado interno assegurou 22,5 milhões de dormidas em 2021, correspondendo a 52,8% do total, e registou um acréscimo de 33,2% em 2021 (-13,9% face a 2019).
As dormidas dos mercados externos registaram um crescimento superior (+50,1%, -61,1% face a 2019) e atingiram 20,1 milhões de dormidas (47,2% do total).
Verificaram-se acréscimos do número de dormidas nas diversas regiões, “mais notórios” na Região Autónoma dos Açores (+125,7%) e na Madeira (+80,0%). Comparando com 2019, registaram-se diminuições em todas as regiões, tendo sido mais acentuadas na Área Metropolitana de Lisboa (-56,5%) e Algarve (-46,7%).
Sunday, July 3, 2022
Só 2% do PRR chegou às empresas e famílias, até agora
De acordo com os últimos dados disponíveis, relativos a 22 de Junho, Portugal recebeu até ao momento 3 321 milhões de euros, pagou 611 milhões a beneficiários directos, tem 1 170 milhões de euros “em trânsito em beneficiários intermediários” e pagou 108 milhões a beneficiários finais. Destes, só pagou a famílias e empresas, enquanto beneficiários finais, 51 milhões e 4 milhões de euros, respetivamente.
Para onde foram, então, os primeiros desembolsos do PRR? Os dados já mostram que 55% dos fundos recebidos e já pagos foram para entidades do Estado. Daqui, a maior fatia, 217 milhões, foi para as empresas públicas e a segunda maior fatia, de 211 milhões, foi para as escolas. Além destes, 179 milhões foram para outras entidades públicas.
Entre os pagamentos mais pequenos, 51 milhões foram entregues a famílias; 35 milhões a autarquias e áreas metropolitanas; 22 milhões a instituições do ensino superior; quatro milhões a empresas; 300 mil euros a entidades da economia solidária e social; e 100 mil euros para entidades do sistema científico e tecnológico.
Friday, July 1, 2022
Os portugueses pedem ao banco, cada vez mais, quase todo o valor da casa
“Com o aumento geral dos preços das casas e com a redução dos anos de duração dos créditos à habitação, estes dados sofreram alterações significativas e os portugueses hoje precisam, cada vez mais, da ajuda e do apoio dos bancos“, conclui o Barómetro do Crédito Habitação 2022 do ComparaJá, uma portal de comparação financeira cuja análise se baseia em cerca de 7 000 processos de comparação de ofertas de crédito, iniciados na primeira metade deste ano. É uma amostra representativa, segundo fonte oficial, que inclui créditos de valor menor mas, também, financiamentos mais volumosos.
A taxa de inflação da zona euro atingiu um novo máximo de 8,6% em Junho de 2022
Segundo uma estimativa rápida do serviço de estatísticas da União Europeia (UE), a subida da inflação — medida pelo índice harmonizado de preços ao consumidor — continua a ser impulsionada pelo aumento homólogo dos preços do sector da energia (41,9%, face a 39,1% de Maio), seguindo-se o da alimentação, álcool e tabaco (8,9%, que compara com 7,5% de Maio), bens industriais não energéticos (4,3%, face a 4,2%) e dos serviços (3,4%, abaixo dos 3,5% de Maio)).
A taxa de inflação na zona euro e na UE tem vindo a acelerar desde Junho de 2021, puxada pela subida dos preços da energia, e a atingir valores recorde desde Novembro.
No caso português, os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que a taxa de inflação voltou a acelerar em Junho para 8,7%, e para 9% no caso do indicador que permite comparações europeias, o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC).


