O Instituto Nacional de Estatística (INE) adianta que 5,9% do número total de transacções (2 556 habitações) envolveram compradores com um domicílio fiscal fora do território nacional, ou seja, maioritariamente cidadão estrangeiros – uma percentagem que sobe para os 10,4% se se considerar o valor transaccionado.
Entre Janeiro e Março de 2022, transacionaram-se 43 544 habitações, mais 26% do que no primeiro trimestre de 2021, que foi muito afectado pelo confinamento pandémico. A diferença foi ainda maior quando se fala no valor das transacções: “no trimestre de referência, o valor das habitações transaccionadas foi aproximadamente 8,1 mil milhões de euros, mais 44,4% face a idêntico período de 2021”, diz o INE.
Em relação ao trimestre anterior, o Índice de Preços na Habitação também acelerou, já que teve um aumento de 3,8% (que compara com o aumento trimestral de 2,7% no trimestre anterior). Os preços das casas usadas aumentaram 4,4%, mais do que a subida do preços dos alojamentos novos (1,8%).
Menos casas vendidas na AML, mais uma vez. Algarve a subir
Neste primeiro trimestre foram transacionadas 13 464 habitações na Área Metropolitana de Lisboa (30,9% do número total). “Pelo segundo trimestre consecutivo, esta região registou uma redução, relativamente a período idêntico do ano anterior, do respetivo peso relativo, (-0,9 pontos percentuais), diz o INE.
Também as regiões do Norte e Centro, com respetivamente 12 371 e 8 721 transacções, perderam peso nas quotas regionais, ao passo que no Algarve as transacções de habitações totalizaram 4 129 unidades, ou seja, 9,5% do total. “Esta foi a região que mais cresceu em termos de peso relativo regional, mais 1,5 pontos percentuais”, segundo os dados.
Em nota de análise, a equipa de economistas do BPI salienta que “a valorização média dos preços da habitação foi de 9,4% em 2021 (8,8% em 2020) e o dado do primeiro trimestre faz situar a fasquia para 2022 num nível alto, de valorização consistente”.
“As principais nuvens no horizonte deste cenário podem advir da persistência inflacionista e do aumento do custo do financiamento, decorrente do aumento das taxas de referência na segunda metade do ano. Antecipamos por isso, desaceleração do mercado, a prazo“, afirma o BPI.

No comments:
Post a Comment