Face ao primeiro trimestre de 2021, o stock de NPL do sector bancário caiu 15,2% (era de 14 027 milhões). O rácio de incumprimento de crédito nos empréstimos a particulares era, em Março, de 2,7%. Já o rácio de malparado do crédito a empresas era de 8% no fim do primeiro trimestre. Já o rácio de cobertura por imparidades do total dos NPL era de 53,3% em Março.
Nos particulares, o rácio de NPL diminuiu 0,1 pp, para 2,7%, devido, maioritariamente, a uma redução dos NPL, diz o comunicado do Banco de Portugal. “O rácio de cobertura dos NPL por imparidades aumentou 0,8 pp, para 53,3%, reflectindo uma diminuição dos NPL superior à das imparidades acumuladas. Nas sociedades não financeiras [empresas] registou-se um aumento de 0,8 pp, para 54,0%”, segundo refere o BdP.
“Nos particulares, o rácio de cobertura aumentou para 52,6% (+1,5 pp), atingindo 34,1% (+1,4 pp) e 65,8% (+0,9 pp) nos segmentos de habitação e consumo e outros fins, respectivamente”, acrescenta o supervisor bancário. O custo do risco de crédito diminuiu 0,22 pontos percentuais face ao período homólogo, para 0,32%.
O Banco de Portugal revela também que a banca registou uma evolução da rendibilidade e que isso “reflectiu a diminuição das provisões e imparidades e, em menor grau, o aumento da margem financeira”.
A rentabilidade dos capitais próprios (ROE) do sistema bancário registou uma subida significativa ao atingir 8,4% no fim de Março, mais 3,4 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2021. A rentabilidade do activo aumentou para 0,69%, mais 0,28 pontos percentuais em termos homólogos.
Na conta de resultados, destaque para os lucros do agregado do sector que em Março somava 3 069 milhões de euros, muito acima dos 1 996 milhões em Dezembro. Na eficiência, o rácio de cost-to-income diminuiu 0,6 pp face ao período homólogo, situando-se em 52,0%, reflectindo um aumento do produto bancário que superou o dos custos operacionais.
Os dados revelam ainda que, no 1.º trimestre, os rácios de fundos próprios totais e de fundos próprios principais de nível 1 (CET 1) diminuíram 0,5 pontos percentuais e 0,6 pontos percentuais, respectivamente, para 17,5% e 14,9%. Para esta evolução contribuiu a diminuição do capital CET 1, “num quadro de manutenção da exposição total em risco”.
“O ponderador médio de risco diminuiu 0,4 pp, para 43,5%, em resultado do aumento do peso de componentes de menor risco”, segundo o relatório do BdP. Já o rácio de alavancagem diminuiu 0,3 pp face ao trimestre anterior, para 6,7%.
O que nos diz mais o relatório do BdP? Reporta, ao nível da estrutura de balanço no trimestre de 2022, que o activo total aumentou 1,2%. Os empréstimos a clientes e a exposição a títulos de dívida contribuíram para este aumento em 0,41 pp e 0,34 pp, respectivamente.
No que se refere à liquidez, o rácio de transformação de depósitos em crédito diminuiu 1,1 pp, para 80,1%, em resultado de um aumento de 2,1% dos depósitos de clientes, atenuado pelo aumento dos empréstimos a clientes em 0,7%.
“O peso do financiamento obtido junto de bancos centrais diminuiu 0,1 pp, via efeito denominador, passando a representar 9,2% do activo”, refere o Banco de Portugal.
O rácio de cobertura de liquidez (LCR) situou-se em 262%, aumentando 2 pp face a Dezembro de 2021. “Esta evolução deveu-se à diminuição das saídas de liquidez (6,4 pp), contrabalançada pela redução dos activos de elevada liquidez (-4,4 pp)”, conclui a instituição liderada por Mário Centeno.


