A inflação e a subida dos juros vão travar o acesso das famílias portuguesas à compra de casa, mas isso não leva o Banco de Portugal a achar que uma “correção” dos preços possa estar iminente. O interesse por parte de estrangeiros – que o supervisor admite que possa aumentar ainda mais –, o investimento em imobiliário como protecção contra a inflação e o aumento dos custos de construção devem fazer com que o mercado "permaneça atractivo". Ou seja, os preços podem continuar a subir – o Banco de Portugal só não quer que isso aconteça à conta do aumento do crédito bancário, caso contrário pode materializar-se um dos vários riscos que o supervisor vê para a estabilidade financeira (que incluem, ainda, mais quedas nas bolsas, os riscos associados aos criptoativos e, ainda, as moratórias).
Desde Junho de 2018 que o Banco de Portugal tem alertado para “sinais de sobrevalorização” nos preços das casas, mas nos últimos anos os preços continuaram a subir na casa dos dois dígitos. E, mesmo que neste momento se possa antecipar “uma redução da procura” por parte das famílias portuguesas, a expectativa do supervisor é que, de um modo geral, tão cedo os preços não irão baixar.
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