Friday, July 15, 2022

Só 10% dos incendiários são presos. Há cada vez mais mulheres condenadas.


2017 foi o ano em que foram registados mais crimes de incêndio florestal pela polícia: o número ultrapassou os 11 mil. Foi o ano em que mais de 100 pessoas morreram nos incêndios de Pedrógão Grande e nos incêndios de Outubro, no centro e norte do país, e em que a área ardida ultrapassou os 100 mil hectares — o equivalente a mais de 100 mil campos de futebol. Número mais próximo só o registado em 2015, com praticamente 10 mil crimes de incêndio florestal registados.

Desde 2017 que os registos de crimes de incêndio florestal têm vindo a diminuir, progressivamente. Ao ponto de, em 2021, o total ter sido cerca de metade do registado no ano do incêndio de Pedrógão Grande: 5 705 em 2021, face aos 11 221 registados em 2017. Logo em 2018, houve uma descida abrupta para os sete mil. Depois, em 2020, esse valor já estava ligeiramente abaixo dos seis mil. Em 2021, reflectindo também confinamento imposto para combate à pandemia de Covid-19, o número de crimes registados foi de 5 795 — há sete anos que esse valor não era tão baixo.

Os arguidos que acabam condenados rondam os 70%, mas apenas 10% dos incendiários são presos. A idade dos condenados é cada vez mais elevada.

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