De acordo com o destaque do INE, a inflação subjacente, que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos, registou uma variação homóloga de 3,5%, menos 0,6 pontos face a Setembro. O índice relativo à energia diminuiu para -12,1%, valor que compara com -4,1% do mês anterior, e o índice referente aos produtos alimentares não transformados desacelerou para 4,0%, que compara com os 6,0% de Setembro.
O maior contributo para o abrandamento da inflação foi a habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis, o que se explica com “o efeito de base associado aos aumentos mensais de preços registados em Outubro de 2022” na alimentação, de 2,1%, e nos produtos energéticos, de 6,7%, com destaque para o gás natural (77,4%).
A variação mensal do Índice de Preços no Consumidor foi -0,2%, face a 1,1% no mês anterior e 1,2% em Outubro de 2022. A variação média dos últimos doze meses diminuiu para 5,7%, após ter registado 6,3% em Setembro. Na variação mensal, o INE destaca o azeite, que aumentou 11,69%. Ainda assim, a classe com maior contributo positivo para a taxa de variação mensal do índice total foi o vestuário e calçado, com uma variação de 2,1%, que compara com 24,6% do mês anterior e 2,4% de Outubro de 2022.
O maior contributo negativo esteve nos transportes, com uma variação de -0,8%, face a -0,4% em Setembro e 1,4% em Outubro de 2022.
Os dados da inflação de Outubro são a referência para a actualização das taxas de portagens em 2024, que será de 2,1%.
A variação média resulta da aplicação do índice de preços ao consumidor
sem a habitação que foi de 2%, ao qual acresce 0,1 pontos percentuais
que as concessionárias podem somar para compensar a perda sofrida com o
travão à subida de portagens aplicado este ano.»
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